Mais de 200 mil pessoas foram as ruas.

Mais de 200 mil pessoas foram às ruas

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26/03/2025
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NSC

Durante a Maratona, Florianópolis se viu refletida em seu melhor espelho (Foto: @pedromalamam, Reprodução)

Mais de 200 mil pessoas foram às ruas de Florianópolis durante Maratona Cultural de 2025

Edição deste ano foi a maior da história do evento, diz organização.

No fim de semana em que completou 352 anos, Florianópolis viveu três dias marcantes. A 11ª edição da Maratona Cultural, de 21 a 23 de março, foi a maior da história do evento e consolidou de vez a capital catarinense como um dos principais polos culturais do país.

Entre sorrisos, danças, aplausos e emoções, a cidade viveu intensamente a efervescência artística e cultural. A cada edição, a Maratona — maior festival multicultural do Sul do Brasil e um dos maiores do país — amplia a capacidade de acolhimento e inclusão. O acesso gratuito à cultura segue sendo o pilar da iniciativa.

Mais de 200 mil pessoas participaram das atividades em diferentes bairros e espaços da cidade, segundo a organização.

— A Maratona é um propósito, é uma celebração de todas as linguagens culturais com a população de todas as idades, para festejar o lugar em que vivemos e a incrível capacidade humana de invenção e reinvenção — destaca Paula Borges, presidente do Instituto Maratona Cultural, organizadora do evento.

Com uma curadoria plural, a edição de 2025 reuniu nomes de destaque da cena local e nacional, como Paralamas do Sucesso, Dazaranha, Teresa CristinaJoão Gomes, Grupo Galpão, Renato Teixeira & Xangai, Lara Sales & Felipe Cordeiro, Salomão Soares & Vanessa Moreno, Dandara Manoela & Jota.Pê e o grupo de teatro Maria Cutia, entre centenas de outros artistas.

Ao todo, foram 481 ações culturais, distribuídas por 107 espaços em 20 bairros da cidade, com mais de 40 horas de programação gratuita.

Cultura plural

Na sexta-feira (21), museus, teatros, galerias, ateliês, salas de cinema, centros culturais, parques e espaços históricos como o Largo da Catedral se transformaram em palcos para exposições, visitas guiadas, filmes, performances urbanas e espetáculos teatrais.

No sábado (22), a programação se intensificou, alcançando ainda mais bairros e ainda contou com 14 feiras de artesanato e gastronomia, que valorizaram empreendedores locais com produtos autorais e comidas típicas.

— Nós fazemos questão de levar as crianças para ver a cidade viva e proporcionar experiências — contou Elisa Olinger.

Ao lado do marido, Ramon Rodrigues, Elisa visitou quatro museus, assistiu a duas intervenções teatrais e aproveitou os shows com os filhos, de oito e cinco anos.

— A Maratona já faz parte da agenda cultural da cidade e é essencial para o fortalecimento da produção artística e da identidade local — completou Ramon.

Atrações do palco principal movimentaram a Ilha

A Arena Floripa, palco principal da Maratona, recebeu mais de 100 mil pessoas ao longo do fim de semana. Na sexta, o Dazaranha abriu a noite com o som da casa e preparou o público para o show dos Paralamas do Sucesso, que comemora 40 anos de carreira em 2025.

— Estamos muito felizes em participar da Maratona de Florianópolis, porque é exatamente assim que o povo precisa: acesso à arte, literatura, dança e todas as formas de manifestação cultural — afirmou João Barone, baterista da banda.

No sábado, o palco foi dedicado ao samba e despertou a expectativa do público desde  cedo. Integrante da empresa de segurança do evento, Mônica Rodrigues Silva teve fôlego extra para curtir a programação depois de um dia intenso de trabalho.

— Estou trabalhando aqui mas já pensando na noite maravilhosa de hoje, não perco a Teresa Cristina por nada — disse.

Na ocasião, a cantora se declarou para a Ilha da Magia.

— É minha primeira vez em Florianópolis, e eu já amo vocês — declarou Teresa Cristina, visivelmente comovida.

Já no domingo (23), aniversário da cidade, mais de 50 mil pessoas passaram pela Arena Floripa para celebrar a data com um espetáculo de pluralidade musical. Após a apresentação conjunta de Dandara Manoela (Florianópolis) e Jota.Pê (São Paulo, ganhador de três Grammys Latino), quem subiu ao palco foi João Gomes, o rei do piseiro e um dos artistas mais ouvidos do país. O show trouxe sucessos próprios e releituras de clássicos de Luiz Gonzaga, Tim Maia, Alceu Valença e até Kid Abelha, emocionando o público.

“Cidade mais viva, pulsante e contagiante”

A Maratona também foi marcada pelo fortalecimento dos vínculos com a cidade, para alguns moradores.

— Eram tantos eventos acontecendo que criou em mim um vínculo novo com Florianópolis e com as pessoas que vivem aqui. Sentimos uma cidade mais viva, pulsante e contagiante — conta Fabrício Barbosa, que vive há cinco anos na Capital, e que viveu as experiências culturais com a filha, Stela, de 15 anos.

Ao ocupar criativamente os espaços públicos, o festival desperta o desejo de viver a cidade por meio da cultura, diz a organização do evento. A cada edição, Florianópolis se transforma — e a arte segue conduzindo essa jornada coletiva que já faz parte da história da capital catarinense.

A 11ª Maratona Cultural de Florianópolis é uma realização do Instituto Maratona Cultural e do Ministério da Cultura, com parceria institucional do Sesc. Apoio Cultural: Ibagy, Hurbana, Floripa Airport, Habitasul, Mercure Florianópolis e CDL; Patrocínio: Engie, Koerich, Eurotec Group, Kairós, Grupo OAD, DVA RAM e Lei Municipal de Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Prefeitura Municipal de Florianópolis; e Incentivo: Claro e Bistek, por meio do Programa de Incentivo à Cultura, Fundação Catarinense de Cultura e Governo do Estado de Santa Catarina.

 

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